terça-feira, 1 de novembro de 2011

ROCK NA FAVELA


palcomp3.com

 “Transformar a cena cultural de Belo Horizonte, através da capacitação e da abertura de meios alternativos de produção”, esse é um dos objetivos do Faverock, de acordo com Robert Frank, membro do Movimento. O Faverock, criado em 1999, é formado por bandas independentes da periferia, bairros e Região Metropolitana da capital mineira.

No último mês de novembro, nos dias 19 e 20, o movimento realizou a 7º Mostra Faverock com programação diária de sete horas e show gratuito de 10 bandas. O evento foi realizado no Fernando Rock Bar, na rua Carlos Etiene de Castro, na Serra, próximo ao lugar de costume. A princípio, a mostra seria realizada entre as ruas Capivari e Alípio Goulart, na entrada do Aglomerado, como ocorre desde o 3º ano da festa, mas a organização não conseguiu o alvará da prefeitura. O local é estratégico e tem a ver com a proposta de promover o diálogo entre moradores das regiões centrais e periféricas.

A maior parte dos integrantes do movimento é composta por jovens artistas do Aglomerado da Serra e algumas delas surgiram por estímulo do próprio Movimento. A organização e gestão do Faverock são de responsabilidade dos membros, que além da mostra anual de bandas, realizada sempre entre outubro e novembro, também desenvolvem um informativo impresso.

Com o objetivo de agregar novos artistas e bandas de rock da Região Metropolitana, em 2004 o movimento realizou circuitos culturais, que serviram ainda para divulgar o Faverock e descentralizar as ações, até então com foco no Aglomerado da Serra.

Heberte Almeida, um dos idealizadores do movimento, avalia que o trabalho do Faverock abriu horizontes em relação à perspectiva de profissionalização e contribuiu para interação entre projetos de arte e cultura. Para o futuro, o Movimento planeja formação regular para as bandas integrantes e outros circuitos culturais.

Faverock integra o Guia Cultural de Vilas e Favelas

Como um dos movimentos de arte e cultura do Aglomerado da Serra, o Faverock integra o Guia Cultural de Vilas e Favelas e é parceiro da ONG Favela é isso aí, que acompanhou e fez a cobertura da 7º edição da mostra.

O Movimento Faverock é composto pelas bandas: Ars Debere, Carolina Diz, Distúrbio, Formes, Pelos de Cachorro, In-Solidum, Spiral, O Grito da Rosa, Seu Silva e Yvitu.


RESENHA V

O texto retrata o trabalho social que busca, através da música, a aproximação ou até mesmo a divulgação do Aglomerado da Serra para o restante da população circunvizinha, sabidamente de alto poder aquisitivo.

Denominado Faverock, o evento, criado em 1999, conta com a participação de várias bandas de Rock, oriundas das mais variadas periferias de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Nota-se que o autor  preocupa-se em trazer à tona o verdadeiro intuito do evento, que é a inserção social, buscando, com isso, maior notoriedade e visando, inclusive, chamar a atenção do próprio poder público.

Apesar de o evento ter um cunho social, percebe-se que todos os parceiros são privados, ou pelo menos o autor não fez questão de citar nenhum envolvimento por parte do governo. Hebert Almeida, divulgador do evento, cita que Faverock abriu horizontes para a integração entre projetos de arte e cultura, contudo, não informa ao leitor se o evento faz parte de uma Ong, ou qualquer coisa parecida, visto que faz o papel que seria próprio desta organização. Conclui-se, após análise, que a divulgação do evento vem contribuir para que pessoas de fibra e coragem possam tomar a mesma iniciativa de Hebert Almeida.

Assim, o Aglomerado da Serra poderá se tornar um lugar bem melhor de se viver, somente se considera que o evento ficou a desejar no quesito apoio governamental, pois uma iniciativa dessa monta deve ter respaldo ou até mesmo investimento público, uma vez que se trata de obrigação governamental a função exercida pelo Faverock. Por fim, recomenda-se a leitura do texto a todos aqueles que buscam contribuir para o engrandecimento da sociedade em que está inserido, pois antes de ser um direito de todos, viver bem deve ser uma responsabilidade.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aglomerado da Serra na rota do turismo


Depois das intervenções do programa Vila Viva iniciada em 2006, comunidade ganha um roteiro turístico até dezembro

Danilo Emerich - Do Hoje em Dia - 28/09/2011

O projeto do roteiro turístico prevê a construção de um mirante no topo da Vila Marçola

O Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, que carrega um estereótipo de local onde imperam a violência e pobreza, vai se tornar um dos cartões de visita da cidade. Até o fim do ano, a prefeitura irá levar um roteiro turístico para o morro que teve a realidade transformada pelo programa Vila Viva. O projeto foi divulgado na manhã desta quarta-feira (28) pelo prefeito Marcio Lacerda, durante o evento “Café com o Tema”, na Sociedade Mineira de Engenheiros (SME). O assunto debatido no encontro foi “Transformando o presente e planejando o futuro”.

Lacerda garantiu que o roteiro turístico já está pronto. O projeto prevê a construção de um novo mirante no topo da Vila Marçola, de onde é possível ver grande parte da capital mineira. A estrutura está sob estudo de viabilidade técnica pela Regional Centro-Sul.

Lançado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em 2006, o Vila Viva no Aglomerado da Serra realizou intervenções de abertura de ruas, a canalização de córregos e a construção de 816 apartamentos para abrigar famílias que antes moravam em barracos.

O evento realizado nesta quarta-feira mostrou aos engenheiros os planos de ações a longo prazo para Belo Horizonte. Marcio Lacerda diz que o objetivo é fortalecer a posição da cidade como uma metrópole nacional e inserir a capital mineira no cenário mundial, seguindo os exemplos de São Paulo e do Rio de Janeiro.
O prefeito diz que, para planejar o futuro, é necessário atender a uma série de demandas sociais, como transporte público, saúde, educação, saneamento e segurança. Ele diz que foram estabelecidos 25 indicadores em 12 áreas como metas para daqui a 20 anos.

“Teremos muitos desafios, como regularizar 13% de todos os imóveis de Belo Horizonte que ainda não têm títulos de propriedade, o que totaliza mais de 100 mil terrenos”, ressalta. Outro problema citado pelo prefeito é o déficit de 60 mil habitações na cidade.

Lacerda afirmou que diversas obras estão previstas para atender as metas, principalmente na área de mobilidade urbana. Ao todo, são 40 projetos para 2030 como o Corta Caminho, Vila Viva, Hospital Metropolitano e Escola Integrada.

“São R$ 2 bilhões em editais já publicados e R$ 1,2 milhão em projetos que ainda serão licitados. Ainda falta muito para conseguir algumas metas, como o índice de 70% da população usando o transporte público. O BRT (Bus Rapid Transit), por exemplo, vai ajudar muito para alcançarmos esse número”, afirma Marcio.

O prefeito ressaltou, no entanto, que é preciso encontrar meios para que a Prefeitura de Belo Horizonte melhore a captação de recursos para fazer os investimentos necessários. Atualmente, segundo ele, são gastos 42,2% da receita total do município com folha salarial. Os gastos, no entanto, aumentam cerca 3% a cada ano. “O limite legal é de 60%. Porém precisamos ligar o alerta, pois se não houver um crescimento da economia, em 15 anos, a capacidade de investimentos da administração será zero, com o aumento dos custos”, declara.

Marcio Lacerda diz que Belo Horizonte consegue manter um crescimento superávit no orçamento anual desde 2001, quando o balanço foi de R$ 1,2 milhão, pulando para R$ 5,1 milhões no ano passado. “Mesmo assim, precisamos de ações como a venda de terrenos valorizados da administração municipal para subsidiar projetos como o Minha Casa, Minha Vida”, diz.




Resenha